sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Geração pelo vento ganha força em Santa Catarina Fonte: Diário Catarinense

Contrato de R$ 1,25 bilhão prevê 10 usinas eólicas em Bom Jardim da Serra e Água Doce

Foto: Divulgação

Foi assinado ontem, em Florianópolis, contrato de R$ 1,25 bilhão para construção de 10 usinas eólicas que formarão um dos maiores parques da América Latina. As usinas serão construídas nos municípios de Bom Jardim da Serra e Água Doce, na Serra Catarinense.

O contrato foi assinado pelo Governo do Estado, Caixa Econômica Federal e a multinacional argentina Impsa. As usinas terão capacidade de produzir 222 megawatt (MW) de potência energética.

Em Bom Jardim da Serra serão construídas quatro usinas que gerarão 93 MW com investimento no valor de R$ 513,31 milhões. Em Água Doce, serão produzidas 129 MW em seis usinas que receberão investimento total de R$ 738,27 milhões. Os novos parques irão gerar cerca de 6 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

– Um dos nossos eixos centrais nestes projetos é a criação de emprego de alto valor agregado, neste caso nas regiões de Bom Jardim e de Água Doce. Estamos com toda a força para começarmos as obras – afirma o presidente do Grupo Impsa no Brasil, Luis Pescarmona.

As negociações para o projeto se estenderam por mais de dois anos. A ideia inicial da empresa era se instalar no Nordeste. Em Santa Catarina, os dois projetos contarão com 148 aerogeradores que serão fabricados na unidade da empresa localizada em Pernambuco.

Este contrato de financiamento é o segundo grande projeto que a Caixa Econômica Federal financia em parceria com a Impsa. O contrato anterior foi um empréstimo de R$ 375 milhões para a construção de três centrais eólicas no Ceará com potência instalada de 100 MW.

Interessada no crescimento das energias renováveis no Brasil, a empresa anunciou investimento de R$ 220 milhões para os próximos três anos. A verba será utilizada na ampliação da planta de Pernambuco para fabricar turbinas para projetos hidrelétricos e incrementar a capacidade de produção. A ampliação vai gerar 1,5 mil empregos.

www.gonature.com.br

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Leilão de eólicas foi “sucesso absoluto”, afirma governo Fonte: Folha de São Paulo

Leilão de eólicas foi “sucesso absoluto”, afirma governo
Fonte: Folha de São Paulo


Foto: Divulgação

Preço médio oferecido pelos participantes, R$ 148,39, foi menor do que os mais de R$ 160 esperados pelo governo. Montante comercializado representa o triplo da capacidade instalada em operação hoje no país; são 71 projetos em 5 Estados

O primeiro leilão exclusivo para energia eólica, organizado ontem pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética) para aumentar a segurança do sistema elétrico nacional e reduzir custos, contratou um volume de energia próximo ao esperado pelo mercado, a um preço médio menor do que o esperado pelo governo -que, como comprador, considerou o pregão um "sucesso".

Foi comercializado o equivalente a 1.805 MW instalados, em 71 projetos em Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Sergipe e Rio Grande do Sul. É o triplo da capacidade instalada em operação hoje (602 MW).

O leilão, que se estendeu por quase oito horas, foi bastante competitivo: registrou preço médio de R$ 148,39 por MWh, deságio de 21,5% sobre o teto inicial (R$ 189). O montante negociado será em torno de R$ 19,5 bilhões, por toda a vigência dos contratos -20 anos, a partir de julho de 2012.

"Hoje, podemos dizer que a fonte eólica efetivamente está tendo condições de entrar no mercado brasileiro, a partir do momento em que consegue apresentar preços que competem com a biomassa e outras fontes. Esse leilão é um sucesso absoluto, pela quantidade e pelos preços que tivemos", afirmou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann.

O diretor-geral da Aneel, Nelson Hubner, disse que esperava que o preço médio ficasse acima de R$ 160. "Foi surpreendente ver uma usina negociar a R$ 131/MWh [menor preço]", disse. Os valores comercializados ontem ficam bem abaixo do preço pago atualmente às eólicas (cerca de R$ 270, nos contratos do Proinfa, programa do governo de fontes renováveis). Nas hidrelétricas, por exemplo, esse valor varia de R$ 70 a R$ 100.

Zimmermann disse crer que a energia eólica já pode participar de pregões regulares, por ter alcançado um preço suficientemente competitivo para disputar com outras fontes. E ressaltou que o setor já tem as vantagens de ICMS reduzido (que deve ser prorrogado, em janeiro), de PIS/Cofins suspensos e, desde a
semana passada, de IPI zerado para aerogeradores. Segundo Mauricio Tolmasquim, da EPE, o leilão firma a energia a partir do vento como o complemento atraente, do ponto de vista econômico e ambiental, à hídrica.

Em nota, a ABEEólica, associação do setor, disse que o alto deságio "surpreendeu". Para ela, os investimentos que deverão ser realizados para viabilizar a geração da energia eólica comercializada no leilão de ontem serão de R$ 8 bilhões. Segundo a EPE, esse montante será maior: R$ 9,4 bilhões.

Entre as empresas vencedoras, a mais bem-sucedida foi a Renova Energia: sozinha, comercializou cerca de 17% do volume médio comprado. A companhia, com foco em energia alternativa, é formada pelo fundo InfraBrasil, administrado pelo Banco Real, e por outros dois empreendedores. "No final, acabaram prevalecendo os projetos mais competitivos, com maior fator de capacidade [o que é de fato gerado, a partir do potencial instalado] e maior escala", diz Vasco Barcellos, presidente da empresa.

Hubner disse que alguns projetos com alto fator de capacidade não conseguiram vender energia, o que aumenta a expectativa para os próximos leilões. "Esperamos que, com a escala, continue esse processo de otimização dos custos, de forma que a eólica venha a ter uma participação crescente na nossa matriz", disse Zimmermann. Hoje, é 0,53% do total.

Fonte; www.portalpaisagismo.com.br

Ceará é líder em energia eólica Fonte: O Estado de São Paulo

Ceará é líder em energia eólica
Fonte: O Estado de São Paulo


Foto: Divulgação

No Ceará, é forte o investimento em energia eólica. O Estado já é o maior produtor desse tipo de energia gerada pelos ventos no Brasil. Sozinho é capaz de produzir 577,93 MW, o que corresponde a 35,2% do total gerado em todo o País. O segundo maior produtor, o Rio Grande do Sul, gera 227,56 MW. E o terceiro,
Santa Catarina, 226,73 MW. O Nordeste desponta como principal região para produção de energia eólica e vários fabricantes de equipamentos estudam instalar-se na região.

A meta é que até o final deste ano, os cata-ventos instalados ao longo do litoral cearense atinjam 800 MW.

Dez parques eólicos já estão em funcionamento. Outros sete ainda se encontram em construção ou aguardam liberação da Justiça por queixas de moradores que temem o impacto ambiental. Parte desses parques está sendo instalada em áreas de dunas.

Dos 17 parques eólicos estarão em funcionamento no Ceará - 14 deles são do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) e três de programas anteriores.

De acordo com o coordenador de Energia e Comunicação da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Renato Walter Rolim Ribeiro, juntos, os parques eólicos representam uma economia anual de água em torno de 2,1 bilhões de metros cúbicos para o sistema energético do São Francisco, que abastece o Nordeste.

Os números comparativos constam de estudos feitos pela própria Seinfra sobre energias renováveis. Através dele, técnicos chegaram à seguinte conclusão: Além da economia, uma vez que a água poderá ser acumulada para outros fins que não o de apenas fazer funcionar as turbinas das hidrelétricas formadas a partir daquele rio, os parques eólicos cearenses evitarão, por ano, a emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono. Emissão esta que seria provocada pela derrubada de árvores para a construção de hidrelétricas.

Renato Rolim argumenta que o Brasil, ao investir em parques eólicos, economiza cerca de R$ 163 milhões necessários para erguer as linhas de transmissão e outros R$ 336 milhões para investimentos em geração de energia elétrica convencional.

Entre as vantagens para a instalação de parques eólicos, Renato Rolim cita o aumento da quota das barragens, a redução no aquecimento global e suas consequências e, principalmente, a preservação do meio ambiente.

No entanto, existem dificuldades para a consolidação do setor eólico, tais como a compra de equipamentos; a inexistência de uma cadeia produtiva do segmento e de um programa de compra de energia gerada a partir de fonte eólica; o alto índice de nacionalização dos equipamentos exigidos pela legislação; bem como problemas de conexão com a rede básica e a de distribuição.

Fonte; www.ventosdaesperanca.com.br

Ceará é líder em energia eólica Fonte: O Estado de São Paulo

Ceará é líder em energia eólica
Fonte: O Estado de São Paulo


Foto: Divulgação

No Ceará, é forte o investimento em energia eólica. O Estado já é o maior produtor desse tipo de energia gerada pelos ventos no Brasil. Sozinho é capaz de produzir 577,93 MW, o que corresponde a 35,2% do total gerado em todo o País. O segundo maior produtor, o Rio Grande do Sul, gera 227,56 MW. E o terceiro,
Santa Catarina, 226,73 MW. O Nordeste desponta como principal região para produção de energia eólica e vários fabricantes de equipamentos estudam instalar-se na região.

A meta é que até o final deste ano, os cata-ventos instalados ao longo do litoral cearense atinjam 800 MW.

Dez parques eólicos já estão em funcionamento. Outros sete ainda se encontram em construção ou aguardam liberação da Justiça por queixas de moradores que temem o impacto ambiental. Parte desses parques está sendo instalada em áreas de dunas.

Dos 17 parques eólicos estarão em funcionamento no Ceará - 14 deles são do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) e três de programas anteriores.

De acordo com o coordenador de Energia e Comunicação da Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), Renato Walter Rolim Ribeiro, juntos, os parques eólicos representam uma economia anual de água em torno de 2,1 bilhões de metros cúbicos para o sistema energético do São Francisco, que abastece o Nordeste.

Os números comparativos constam de estudos feitos pela própria Seinfra sobre energias renováveis. Através dele, técnicos chegaram à seguinte conclusão: Além da economia, uma vez que a água poderá ser acumulada para outros fins que não o de apenas fazer funcionar as turbinas das hidrelétricas formadas a partir daquele rio, os parques eólicos cearenses evitarão, por ano, a emissão de 1 milhão de toneladas de dióxido de carbono. Emissão esta que seria provocada pela derrubada de árvores para a construção de hidrelétricas.

Renato Rolim argumenta que o Brasil, ao investir em parques eólicos, economiza cerca de R$ 163 milhões necessários para erguer as linhas de transmissão e outros R$ 336 milhões para investimentos em geração de energia elétrica convencional.

Entre as vantagens para a instalação de parques eólicos, Renato Rolim cita o aumento da quota das barragens, a redução no aquecimento global e suas consequências e, principalmente, a preservação do meio ambiente.

No entanto, existem dificuldades para a consolidação do setor eólico, tais como a compra de equipamentos; a inexistência de uma cadeia produtiva do segmento e de um programa de compra de energia gerada a partir de fonte eólica; o alto índice de nacionalização dos equipamentos exigidos pela legislação; bem como problemas de conexão com a rede básica e a de distribuição.

Fonte; www.ventosdaesperanca.com.br

Estudo prevê que preço da energia fotovoltaica cairá 60% até 2020

Estudo prevê que preço da energia fotovoltaica cairá 60% até 2020
Fonte: Jornal da Energia


Foto: Divulgação

A Associação Europeia da Indústria Fotolvaica (EPIA) apresentou na última semana, em Madrid, o estudo "Cenários para 2020", que analisa as possibilidades de crescimento da energia solar fotovoltaica para que, até a data, a fonte ajude a reduzir as emissões de CO2 do continente em 20% na comparação com 1990. Segundo o secretário geral da associação, Adel El Gammal, o preço da energia gerada por painéis fotovoltaicos deve cair em 60% até 2020.

De acordo com a análise de El Gammal, "a única limitação da fotovoltaica é o preço". Segundo ele, a fonte será competitiva em um ou dois anos, mesmo sem subsídios estatais. O secretário calcula que o preço da eletricidade na Europa deve crescer cerca de 2% ao ano, enquanto o custo da energia fotovoltaica cairá 8% por ano. O estudo da associação aponta que, em algumas regiões, a fonte poderá ser competitiva já em 2010.

O documento aponta três cenários possíveis. O primeiro afirma que, sem incentivo nenhum, a participação da energia fotovoltaica na matriz pode crescer 4% até 2020. Em um cenário mais otimista, de crescimento acelerado, essa alta seria de até 6% enquanto, com incentivos à fonte, poderia ser de 12%.

Fonte; www.ventosdaesperanca.com.br

Microgeração de energia deve virar realidade no Brasil em 2011 Fonte: Milton Leal- Jornal da Energia

Microgeração de energia deve virar realidade no Brasil em 2011
Fonte: Milton Leal- Jornal da Energia


Foto: Divulgação

Os consumidores residenciais de energia elétrica poderão virar credores das distribuidoras a partir de 2011. Para isso, eles terão que produzir sua própria energia – utilizando painéis solares ou mini-turbinas eólicas, por exemplo – e vender o excedente para a rede. Este modelo de geração de energia vem sendo amplamente utilizado em países europeus e deve chegar por aqui em breve.

As usinas poderão ter até 50kW de capacidade instalada. Os custos de implantação e de conexão à rede de distribuição serão arcados pelos próprios consumidores interessados. As microcentrais de geração distribuída estarão isentas do pagamento de tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

A obrigação de comprar toda a energia inserida na rede provenientes deste tipo de centrais de consta no relatório do projeto de lei 630/03 aprovado no dia 21 de outubro pela Comissão Especial de Energias Renováveis da Câmara dos Deputados. “Todas as concessionárias estarão obrigadas a adquirir, a partir de 2011, toda a energia elétrica injetada na rede de distribuição por microcentrais de geração distribuída que utilizem, exclusivamente, fontes alternativas renováveis”, diz trecho da nova lei. A matéria segue para análise de uma nova comissão que será criada no Senado.

A expectativa dos parlamentares é que a lei, considerada o marco regulatório para as energias alternativas no Brasil, seja votada antes da reunião de Copenhague (DIN), que será realizada em dezembro e deverá estabelecer metas de redução de emissões para todos os países do mundo. “O Senado sabe que o tema tem forte apelo. Mas com essa história do pré-sal, pode ser que a votação atrase”, disse o relator do PL, deputado Fernando Ferro (PT-PE), ao Jornal da Energia.

Ainda de acordo com o texto do projeto, o valor a ser pago pela energia adquirida pelas distribuidoras terá como piso a tarifa média nacional de fornecimento ao consumidor final referente aos doze meses anteriores. A distribuidora, então, repassará o custo da compra da energia a todos seus consumidores, excluindo aqueles enquadrados na classe baixa renda.

Outro ponto importante do projeto de lei é a criação da obrigação de contratações anuais durante uma década de 200MW de eólicas, 200MW de usinas a biomassa e 200MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). No total, depois de 10 anos, serão cerca de 6 mil MW inseridos na matriz elétrica brasileira, número próximo à potência instalada das hidrelétricas do rio Madeira, Jirau (3.450MW) e Santo Antõnio (3.150MW).

O texto da lei ainda obriga as empresas geradoras que tenham participação acionária da União, como a Chesf, Furnas, Eletrosul, por exemplo, a contratarem todo ano 100MW médios provenientes de fontes alternativas.

Os deputados ainda incluíram no projeto uma norma que obriga todas as distribuidoras de energia elétrica do País a realizar chamadas públicas, pelo menos uma vez ao ano, para contratar energia de usinas com capacidade maior de 50kW e menor que 1MW.

O deputado Ferro espera que os mecanismos de promoção instituídos no projeto de lei permitam que as energias renováveis correspondam com cerca de 15% da matriz brasileira daqui a 10 anos.

Fonte; www.ventosdaesperanca.com.br

Microgeração de energia deve virar realidade no Brasil em 2011 Fonte: Milton Leal- Jornal da Energia

Microgeração de energia deve virar realidade no Brasil em 2011
Fonte: Milton Leal- Jornal da Energia


Foto: Divulgação

Os consumidores residenciais de energia elétrica poderão virar credores das distribuidoras a partir de 2011. Para isso, eles terão que produzir sua própria energia – utilizando painéis solares ou mini-turbinas eólicas, por exemplo – e vender o excedente para a rede. Este modelo de geração de energia vem sendo amplamente utilizado em países europeus e deve chegar por aqui em breve.

As usinas poderão ter até 50kW de capacidade instalada. Os custos de implantação e de conexão à rede de distribuição serão arcados pelos próprios consumidores interessados. As microcentrais de geração distribuída estarão isentas do pagamento de tarifas de uso dos sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica.

A obrigação de comprar toda a energia inserida na rede provenientes deste tipo de centrais de consta no relatório do projeto de lei 630/03 aprovado no dia 21 de outubro pela Comissão Especial de Energias Renováveis da Câmara dos Deputados. “Todas as concessionárias estarão obrigadas a adquirir, a partir de 2011, toda a energia elétrica injetada na rede de distribuição por microcentrais de geração distribuída que utilizem, exclusivamente, fontes alternativas renováveis”, diz trecho da nova lei. A matéria segue para análise de uma nova comissão que será criada no Senado.

A expectativa dos parlamentares é que a lei, considerada o marco regulatório para as energias alternativas no Brasil, seja votada antes da reunião de Copenhague (DIN), que será realizada em dezembro e deverá estabelecer metas de redução de emissões para todos os países do mundo. “O Senado sabe que o tema tem forte apelo. Mas com essa história do pré-sal, pode ser que a votação atrase”, disse o relator do PL, deputado Fernando Ferro (PT-PE), ao Jornal da Energia.

Ainda de acordo com o texto do projeto, o valor a ser pago pela energia adquirida pelas distribuidoras terá como piso a tarifa média nacional de fornecimento ao consumidor final referente aos doze meses anteriores. A distribuidora, então, repassará o custo da compra da energia a todos seus consumidores, excluindo aqueles enquadrados na classe baixa renda.

Outro ponto importante do projeto de lei é a criação da obrigação de contratações anuais durante uma década de 200MW de eólicas, 200MW de usinas a biomassa e 200MW de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). No total, depois de 10 anos, serão cerca de 6 mil MW inseridos na matriz elétrica brasileira, número próximo à potência instalada das hidrelétricas do rio Madeira, Jirau (3.450MW) e Santo Antõnio (3.150MW).

O texto da lei ainda obriga as empresas geradoras que tenham participação acionária da União, como a Chesf, Furnas, Eletrosul, por exemplo, a contratarem todo ano 100MW médios provenientes de fontes alternativas.

Os deputados ainda incluíram no projeto uma norma que obriga todas as distribuidoras de energia elétrica do País a realizar chamadas públicas, pelo menos uma vez ao ano, para contratar energia de usinas com capacidade maior de 50kW e menor que 1MW.

O deputado Ferro espera que os mecanismos de promoção instituídos no projeto de lei permitam que as energias renováveis correspondam com cerca de 15% da matriz brasileira daqui a 10 anos.

Fonte; www.ventosdaesperanca.com.br